SOBRE A FELICIDADE

Para Tales de Mileto (considerado o primeiro filósofo ocidental), a felicidade é ter corpo forte e são, boa sorte e alma bem formada. O conceito de alma utilizado por Tales não se refere à definição de alma utilizada pelas religiões.

Pirro de Élis (filósofo grego) acreditava que a felicidade se dava através da tranquilidade.

Demócrito julgava que a felicidade era a medida do prazer e a proporção da vida. Para atingi-la, o homem precisava deixar de lado as ilusões, os desejos e alcançar a serenidade.

Epicuro acreditava que o prazer na vida era essencial à felicidade. Para sermos felizes precisamos satisfazer nossos desejos de forma equilibrada.

Para Sócrates a felicidade é o bem da alma através da conduta justa e virtuosa.

O filósofo grego Antístenes considera que o homem feliz é o homem autossuficiente.

Para Platão, exercendo a virtude e a justiça, se obtém a felicidade.

Aristóteles reconhecia que elementos como a boa saúde, a liberdade e boa situação socioeconômica eram necessários para que alguém seja feliz. Para ele a felicidade é um estilo de vida: o ser humano precisa exercitar constantemente o melhor que tem dentro dele.

O filósofo alemão Immanuel Kant definiu a felicidade como a condição do ser racional no mundo, para quem, ao longo da vida, tudo acontece de acordo com o seu desejo e vontade.

Para filósofo britânico Bertrand Russell a felicidade poderia se resumir à eliminação do egocentrismo (característica das pessoas que se consideram o centro de tudo, exaltam a si mesmas, egoístas).

Para Nietzsche a felicidade pode ser atingida lutando e superando todos os obstáculos e criando formas diferentes de viver.

Ortega y Gasset (filósofo espanhol) afirma que a felicidade acontece quando a vida projetada e a vida real coincidem, ou seja, quando conseguimos construir uma vida de acordo com nossas expectativas.

Arthur Schopenhauer: “A nossa felicidade depende mais do que temos nas nossas cabeças, do que nos nossos bolsos”.

Para o filósofo suíço Jean-Jacques Rousseau, o ser humano é originalmente feliz, porém a civilização destrói este estado. Para se retornar ao estado original de felicidade devemos retornar à nossa simplicidade.

Sêneca argumenta que a felicidade se constrói a partir da virtude, da razão, da moderação e da harmonia com a natureza.

Para o escritor russo Leon Tolstói, a alegria de fazer o bem é a única felicidade verdadeira.

Para poeta francês Victor Hugo, a suprema felicidade da vida é ter a convicção de que somos amados.

Segundo o poeta francês Charles Baudelaire a felicidade é composta de pequenos prazeres. Aqui ele se refere aos prazeres que podemos obter todos os dias através de pequenas ações.

Confúcio (filósofo chinês) acreditava que a felicidade era a harmonia entre as pessoas.

Para Sidarta Gautama, o Buda, a felicidade é a liberação do sofrimento e só pode ser obtida através da superação do desejo em todas as suas formas.

Dalai Lama diz que para atingirmos a felicidade devemos identificar e extinguir os fatores que nos causam infelicidade e estimular as coisas que nos causam felicidade.

A Psicologia Positiva relaciona a felicidade com emoções e atividades positivas. Segundo essa percepção, o homem estaria responsável pela própria felicidade, sem depender dos outros ou de um deus. Assim, o indivíduo deve se condicionar psicologicamente, a partir de atitudes como ser positivo, ser grato, fazer o bem.